Glossário do Câncer de Próstata

Dr. Fábio Lepper

“Escore de gleason”, “adenocarcinoma” ou “recidiva”…. Se deparou com alguma palavra diferente durante o tratamento do câncer de próstata?  Confira neste artigo o significado de algumas mais comuns.

 

Receber o diagnóstico de câncer de próstata é um ponto de virada na vida de muitas pessoas. A partir do momento em que se vê necessário o acompanhamento e tratamento de um tumor, se abre um universo de aprendizados e novos hábitos de vida. Sim, é normal que essa trajetória esteja acompanhada de muitas dúvidas. 

 

Se você é paciente de câncer de próstata ou pessoa próxima a um paciente, vai ouvir alguns nomes e palavras novas. Este breve glossário poderá ajudá-lo a se familiarizar com termos relacionados a procedimentos, exames e patologias que podem estar presentes durante o tratamento. 

➤ Diagnóstico e primeiras consultas

 

  • ASSINTOMÁTICO

 

Que não manifesta sintomas de doença.

Leia mais: “O câncer de próstata é silencioso” 

 

  • TOQUE RETAL (EXAME)

 

Exame no qual um médico urologista insere o dedo indicador, devidamente lubrificado e protegido por uma luva, no ânus do paciente para sentir a região do fim do intestino grosso. O exame é indolor e é essencial para diagnosticar doenças como o câncer de próstata e a hiperplasia prostática benigna (HPB).

 

  • PSA (ANTÍGENO PROSTÁTICO ESPECÍFICO)

 

É uma substância normalmente produzida pela glândula prostática, que tem como função a liquefação do sêmen, facilitando a movimentação dos espermatozoides. Uma pequena parte do PSA produzido pelas células da próstata é lançada na corrente sanguínea. Os níveis de PSA no sangue podem estar aumentados em algumas doenças da próstata, entre as quais infecções do órgão, câncer de próstata e hiperplasia prostática benigna. O PSA é um importante fator prognóstico do câncer de próstata, assim como suas alterações ao longo do tempo. É utilizado no acompanhamento pós-tratamento do câncer de próstata, auxiliando a detectar precocemente eventuais recidivas da doença.

Leia mais: “Quando o PSA indica um possível tumor?”

 

  • BIÓPSIA

 

Procedimento no qual se colhe uma amostra de tecidos ou células para posterior estudo em laboratório, para diagnosticar ou avaliar a evolução de determinada doença crônica. Em geral, a biópsia pode ser feita através da inserção de um tipo especial de agulha pela pele.

Leia mais: “Como é feita a biópsia?”

➤  Exames

 

  • RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

 

Método de diagnóstico por imagem que utiliza um campo eletromagnético para reproduzir imagens de alta definição de estruturas e órgãos internos do corpo.

 

  • TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA

 

Exame de diagnóstico por imagem que se baseia na utilização de uma fonte móvel de raios-X. A partir de diversas posições da fonte em relação ao paciente, as informações são processadas por computador, resultando em uma reconstrução mais precisa do que aquela obtida pelas radiografias simples. Em alguns casos, o exame de tomografia pode requerer a injeção intravenosa de uma substância, denominada contraste, usada para realçar os vasos sanguíneos e as estruturas com grande aporte de sangue. Existe ainda outro tipo diferente de tomografia, denominada tomografia por emissão de pósitrons, também conhecida como PET Scan.

 

  • ULTRASSONOGRAFIA

 

Também conhecido como ultrassom, trata-se de um procedimento que permite visualizar as estruturas internas do organismo. É utilizado para diagnóstico de diversas doenças.

➤ Entendendo a doença

 

  • ESCORE DE GLEASON

 

Também conhecido como escala de Gleason, trata-se de uma pontuação atribuída ao câncer de próstata baseada em sua aparência microscópica, nos graus de diferenciação das células. O escore de Gleason é importante para determinar o prognóstico da doença.

 

  • HIPERPLASIA

 

A hiperplasia corresponde a um aumento do número de células em um órgão ou tecido, podendo resultar na formação de uma neoplasia benigna ou ainda no aumento do tamanho desse órgão.

Leia mais: “O que é próstata aumentada?”

 

  • NEOPLASIA

 

Qualquer proliferação anormal e descontrolada de células, que resulta em um tumor benigno ou maligno. Somente a neoplasia maligna é chamada de câncer.

 

  • ADENOCARCINOMA

 

É o tipo mais comum de câncer. Origina-se nas glândulas presentes nos tecidos de revestimento do organismo. Pode afetar quase todos os órgãos do corpo: pulmão, intestino, pâncreas, fígado, colo do útero, mama, próstata, cabeça e pescoço, trato respiratório e outros.

 

  • CARCINOMA IN SITU

 

Neoplasias malignas do epitélio de revestimento que ainda não invadiu os tecidos adjacentes, portanto de crescimento restrito à área de origem.

 

  • ESTADIAMENTO

 

Avaliação da extensão do tumor no paciente. Os exames podem ser usados para determinar o tamanho do tumor e sua eventual extensão para estruturas vizinhas, além de diagnosticar o possível envolvimento de linfonodos e órgãos distantes. O estadiamento do câncer é importante para definir a melhor estratégia de tratamento para combatê-lo.

 

  • METÁSTASE

 

Estágio em que o câncer se espalha pelo organismo, a partir de um tumor originário de outro órgão. As células tumorais do tumor inicial (tumor primário) se desprendem e chegam a outro local do organismo através da circulação linfática ou da corrente sanguínea. Nesse outro local, as células cancerígenas fixam-se e desenvolvem-se, formando a metástase.

 

  • ESTROMA PROSTÁTICO

 

Tecido da próstata.

➤ Procedimentos e abordagens terapêuticas

 

  • PROSTATECTOMIA

 

Remoção cirúrgica de parte ou toda a próstata

Leia mais: “Quando a prostatectomia radical é indicada?”

 

  • MARGEM CIRÚRGICA

 

Observação microscópica das bordas do tumor removido por cirurgia que é realizada por um patologista para definir se todas as células tumorais foram completamente retiradas.

 

  • HORMONIOTERAPIA

 

Utilização de medicamentos que diminuem o nível de hormônios sexuais (testosterona ou estrógenos) com objetivo de evitar o crescimento de tumores que dependem da presença destes hormônios. Em geral, é utilizada para o tratamento de certos tumores de próstata ou mama.

 

  • QUIMIOTERAPIA

 

Tipo de tratamento sistêmico que utiliza medicamentos que matam as células tumorais por interferirem com as funções celulares e de reprodução. A quimioterapia pode envolver a administração de uma única droga ou de múltiplas drogas combinadas em um regime pré-determinado de tratamento. Dependendo da droga, a via de administração pode ser oral, intravenosa ou intramuscular. Além disso, a quimioterapia é geralmente aplicada de acordo com um ciclo de tratamento. Para saber mais sobre a quimioterapia, consulte a seção “Perguntas Frequentes – Quimioterapia”.

 

  • RADIOTERAPIA

 

Direcionamento de radiações ionizantes para tratamento de células cancerígenas, controle da doença e destruição de tumores. Neste tipo de tratamento, as células normais afetadas têm maior capacidade de se recuperar dos danos causados pela radiação.

 

  • VIGILÂNCIA ATIVA

 

A vigilância ativa é o monitoramento do câncer de próstata em estágios iniciais, por meio de exames e consultas, para evitar ou adiar o máximo de tempo possível a cirurgia ou a radioterapia.

➤ Acompanhamento

 

  • RECIDIVA

 

Também conhecida como recaída ou recorrência, a recidiva é o retorno da atividade de uma doença.

 

  • REMISSÃO

 

Fase em que não há sinais de atividade da doença. A ausência de sinais pode não significar a cura completa, podendo haver risco de recidiva. O diagnóstico de remissão prevê um tempo de ausência de sinais detectáveis em exame clínico e laboratorial que varia para cada tipo de câncer.

 

Com informações: http://www.ladoaladopelavida.org.br/glossario-nap

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